sexta-feira, 18 de maio de 2007

FILARMÔNICA FILHOS DO OESTE

Nasceu de uma necessidade dos músicos - adolescentes na sua maioria - desejarem aumentar o leque de oportunidades com a música. Um convite para tocar numa solenidade de 07 de setembro, na cidade de Formaosa do Rio Preto fez nascer nos integrantes da "Filhos do Oeste" a vontade da criação de uma institiução que podesse fomentar, incentivar a música instrumental que deveria ir além dos famosos dobrados, característicos das filarmônicas interioranas da Bahia.
Foi assim que em 10 de fevereriro de 2006, com o apoio dos pais dos músicos fois criada a ASSOCIAÇÃO FILARMÔNICA FILHOS DO OESTE.

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Artistas da Cidade

Quando?
Será que esta cidade
irá fazer aniversário?
Ou ela ainda não nasceu
Ou se nasceu, morreu?
Pelo menos não cresceu
Vejo a humildade do seu povo
Parece também um pouco bobo
Ou simplesmente fingem.
Passar despercebido uma vez
É sinal de que é humano
Mas, despercebido sempre é burrice.
Envelhecidos barris do atraso
Politiqueiros contemplados
Mal acostumados,
As vezes penso em ir embora
Mas o peito aperta
E a minha cabeça eleva
Dizendo fica
Amanhã será um novo dia.
05/07/2003
(Rafael Cardoso)


BIOGRAFIA ALDO DINIZ


Nascido no dia 13 de julho de 1925, na cidade de Angical, Aldo Diniz filho mais novo do casal Guilhermino Diniz, natural de Angical, mas de família descendente do Estado de Pernambuco e da Srª. Messias Rocha Diniz, natural de Macaúbas – Bahia, ingressou na música muito cedo, aluno do Maestro Mureco, aos 12 anos de idade tocou sua primeira festa e já fazia parte da Filarmônica Lira Angicalense, onde permaneceu até os 20 anos de idade. Lavrador por profissão, mas músico por excelência. No ano de 1946 dois acontecimentos marcaram a vida de Aldo Diniz, o seu casamento com a Srª Elizete Ribeiro com quem viria a ter 02 filhos, e a formação do Conjunto Aldo Diniz, que perdura até os dias atuais. No ano de 1947 nasci seu primeiro filho, Nizaldo Guilherme Diniz, que mais tarde também viria a ser músico, em 1949 nasci seu segundo filho, Jose Duque Diniz Sobrinho, que seguindo a tradição, também se torna músico. Com o Conjunto Aldo Diniz, e sempre na companhia dos dois filhos, viajou por varias regiões do pais, chegando a se apresentar em Imperatriz no Estado do Maranhão, Três Lagoas em Mato Grosso, Arraias no Tocantins, Brasília, onde junto com a Filarmônica Lira Angicalense tocou na inauguração da Capital Federal, tocou por dezenas de cidades do Estado de Goiás e da Bahia, fez parte por um ano e três meses da Filarmônica de Barra, tocando com o Maestro Eurides Guariba, fez uma participação musical no Filme Doida Demais, estrelado por Paulo Betti, Jose Wilker e Vera Fischer.

Dono de um dom por poucos conhecidos, Aldo Diniz é autor de inúmeras obras, entre músicas, poesias e poemas.

Recentemente recebeu o titulo honorário de cidadão Cotegipano, cidade onde se apresentou por dezenas de vezes.

Às vésperas de completar 82 anos, Aldo Diniz é um dos músicos mais respeitados da região Oeste da Bahia, e junto com o parceiro Jose de Hermes, comanda o carnaval da saudade na cidade de Barreiras a mais de trinta anos.

A partir do ano de 1995, vários fatos tristes marcam a vida de Aldo Diniz, primeiro a enfermidade do seu filho mais velho, algum tempo depois, morre seu único irmão José Duque Diniz, e menos de um ano após, a morte do seu segundo filho, e em 2006 o falecimento da sua esposa, com a qual vivera mais de 60 anos.

Patriarca de uma família formada somente por homens, Pai de dois filhos, também músicos, avô de 7 netos e um bisneto, Aldo Diniz não pensa em abandonar a música por tão cedo, tendo no seu inconfundível saxofone tenor uma inspiração de vida.


segunda-feira, 14 de maio de 2007

História de Angical


Com um imenso territóriio , do qual se emanciparam sete municípios do Oeste Baiano, sendo Barreiras o primeiro deles, a sua colonização se deu desde o início do século XVIII, com a chegada, em 1707 dos Missionários Franciscanos para catequizar os Índios Aricobés. A partir dessa Missão iniciou-se a ação civilizadora, expandindo-se para as áreas circunvizinhas. Ainda no século XVIII, uma ilustre família portuguesa, os Almeida, obteve em Olinda cartas de sesmarias e implantaram fazendas de gado, cereais, mandioca e da agroindustria da cana-de-açucar nos terrenos férteis de Angical, cujo nome se originou dos imensos bosques de angico aqui existentes.Os irmãos cujo os nomes eram José Joaquim, Joaquim Herculano e Manuel Frederico de Almeida, faziam de Angical celeiro de alimentos para as suas lavras de diamantes na Chapada Diamantina, que eram operadas por escravos, tal como as fazendas de gado e os engenhos em Angical. Foram porém os Almeida atingidos por um rude golpe, em 1888: a Lei Áurea, que, libertando os escravos, desarticulou a sua cadeia produtiva. Escravocratas, os Almeida não sabiam trabalhar com homens livres, e então venderam suas propriedades em Angical e se mudaram para o Rio de Janeiro. Logo após a proclamação da República, houve um esforço dos angicalenses, que se mobilizaram para obter a emancipação do Município, desligando-o de Campo Largo. em 5 de julho de 1890 o Governador da Bahia, Marechal Hermes da Fonseca assinou a lei que criava o Município de Angical, o que veio a se concretizar 02 de janeiro do ano seguinte. (Ignez Pitta)
Com uma ppopulação estimada de 14.693 habitantes, O municipio de Angical tem 1.639 Km², faz Divisa com os Municipios de Catolândia, Cotegipe, Riachão das Neves, Barreiras e Cristopolis.

Morro do Saira








Como é tradição na cidade, todo ano na noite do dia 02 para 03 de maio, muitas pessoas sobem o Morro do Saira, tradição que continua viva na comunidade, em comemoração ao dia de Santa Cruz. Algumas pessoas sobem para rezar, mas a grande maioria vai mesmo pelo espírito de aventura, o que acaba se tornando o lado profano da tradição. São 1500 metros de altura, o monte mais alto da região.
História - Festejo introduzido em Angical por um casal procedente de Macaubas, (Felipe dos Santos e sua esposa), que comemorava a 03 de maio o dia de Santa Cruz. Tem-se como ponto de partida dessas comemorações o ano de 1912, quando Capuchinhos estiveram no município e colocaram um Cruzeiro no MORRO DO SAÍRA. A partir de então o casal passou a organizar os passeios ao Cruzeiro, com os peregrinos levando flores, rezando e pagando promessas ao pé da cruz. Atualmente a festa do dia 02 de maio é no povoado de Sucesso, localizado aos pés do morro, infelizmente as tradiçoes religiosas foram deixadas de lado, ficando somente as tradiçoes profanas. As pessoas vão para o morro para beber e farrear, tendo ainda poucas pessoas pagando promessas. Com tudo isso a subida do Morro do Saíra é uma das festas mais esperadas pela população jovem de Angical.